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Smallville acabou
Estou com uma tremenda vontade de NÃO ASSISTIR a última temporada de Smallville. É isso mesmo, não estou com vontade, mas talvez veja. A série terminou nesta semana, foram dez anos de aventura.
Smallville começou como uma proposta boa, contar a história do jovem Clark Kent antes dele se tornar o maior herói de todos os tempos. E começou bem apesar da solução estapafúrdica que os roteiristas deram para que Clark sempre enfrentasse um inimigo a altura. As pedras de Kryptonita podiam conferir habilidades sobre-humanas a quem quer que fosse.
Já por volta da quinta temporada Smallville dava sinais de cansaço. Deviam ter parado por aí, mas não, continuaram e tudo foi decaindo cada vez mais. As locações foram se mudando de Smallville para Metrôpolis, só que a grande cidade não tinha nada de grande, somente aquilo que uma série com baixo orçamento poderia produzir. O romance entre Clark e Lana foi se perdendo e terminou de forma abrupta, sem sentido e pelo motivo mais absurdo, Lana se torna uma verdadeira mulher-de-kryptonita, assim não podia mais ficar perto de Clark, e pronto, acabou. Clark não faz nem uma forcinha para tentar curar sua amada. Daí a pouco já estava gostando de Lois Lane. Francamente. Os roteiristas podiam ter inventado outra coisa, como Clark ficar dividido entre uma e outra, podiam ter trabalhado em cima de um drama amoroso, mas optaram pelo mais fácil.
Bom, mas o que todo mundo queria mesmo, era ver o jovem Clark vestido com o uniforme de Superman, mas isso demorou muito e só aconteceu no último episódio (quem não quiser saber o final não leia daqui em diante). Não aguentei a ansiedade e fui assistir ao último episódio desconsiderando todos os anteriores da décima temporada. Adiantei o episódio para ver logo o “último filho de Krypton” vestido de azul e vermelho. Mas então o que foi que eu vi? Vou descrever a cena: Clark, que agora voa, vai vestindo o uniforme voando por entre as colunas de cristais da Fortaleza da Solidão, quase não dá pra ver nada. Depois irrompe para o espaço aparecendo vez ou outra de longe, só que em CG (até o Chapolim Colorado voaria melhor). Por fim livra a humanidade, que se resume na minúscula Metrôpolis, da eminente destruição. O planeta Apokolips, aquele do Darkseid, está quase se chocando com a Terra. Então vemos a manchinha vermelha e azul voando em direção ao terrível planeta e desviando-o da rota de colisão com toda a facilidade do mundo. Está certo que ele é o Superman, mas mesmo o Superman tem suas limitações e empurrar um planeta, quase do tamanho da Terra, não seria tão fácil assim.
A última cena em que ele aparece com o uniforme é na sacada do Planeta Diário, de onde ele sai correndo e abre a camisa. Ali pode-se ver o emblema igual aquele usado pelo Superman do Brian Singer, que nem chega nem perto daquele usado pelo Superman do Richard Donner.
E assim termina Smallville. No meu parecer o que a série ofereceu de bom mesmo foi Lex Luthor. Acredito que seja a melhor versão de Lex Luthor até agora. Fora o fato de ter sido muito bem interpretado por Michael Rosenbaum. E esse é o motivo que talvez me faça ver a última temporada de Smallville. Depois de duas temporadas sem Lex (Rosenbaum tinha desistido da série), ele volta. Vi de relance algumas cenas com ele e deu para perceber que seu retorno seria marcante.
Outra coisa que surgiu com a série foi a personagem de Chloe Sullivan, interpretada pela atriz Allison Mack. Ela também quase desapareceu da série, mas ninguém deixou. Passou a ser um daqueles sustentáculos que não podem ser movidos. Tanto que o último episódio começa com ela contando ao seu filho a história do Clark, e termina da mesma forma. A personagem se tornou tão importante que foi incorporada até nos quadrinhos.
É isso aí. Smallville terminou e foi interessante por um bom tempo. Ainda assim não foi ruim de tudo, e seu mérito está também em ter ampliado o Universo DC para a televisão. Foi em Smallville que pudemos ver pela primeira vez a versão Live Action do Aquaman, Arqueiro Verde, Cyborg, Impulso, Sociedade da Justiça da América (e seu Gavião com asas de anjinho de procissão), o Caçador de Marte e tantos outros.
O que posso dizer é que foi legal, mas poderia ter sido melhor. De qualquer forma superou de longe aquela famigerada série Lois and Clark. Agora é esperar para ver que novos projetos a Warner tem para oferecer.